terça-feira, 8 de setembro de 2015

Dilma gera crise ao tirar tirar poderes do comando das forças armadas

Como se já não bastassem as crises política e econômica que atingem o governo, o Palácio do Planalto, agora, resolveu criar problemas com a área militar. Na quinta-feira da semana passada, a presidente Dilma Rousseff assinou decreto 8.515, que estava na gaveta da Casa Civil há mais de três anos, tirando poderes dos comandantes militares e delegando ao ministro da Defesa competência para assinar atos relativos a pessoal militar, como transferência para a reserva remunerada de oficiais superiores, intermediários e subalternos, reforma de oficiais da ativa e da reserva, promoção aos postos de oficiais superiores e até nomeação de capelães militares, entre outros.

Hoje, estes atos são assinados pelos comandantes militares. A medida foi recebida com "surpresa", "estranheza" e "desconfiança" pela cúpula militar, que não foi informada que ela seria assinada pela presidente e publicada no Diário Oficial de sexta-feira.

A responsabilidade pela decisão de o decreto ter saído do fundo da gaveta para o DO estava sendo considerada um mistério. No final do dia, no entanto, a Casa Civil informou que o envio do decreto à presidente atendeu a uma solicitação da Secretaria-geral do Ministério da Defesa, comandada pela petista Eva Maria Chiavon. Mas todos ainda buscam explicações claras sobre o que realmente aconteceu neste processo.

O comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, que estava ocupando o cargo de ministro interino da Defesa, e que viu seu nome publicado no DO endossando o decreto, disse que não sabia da existência dele. "O decreto não passou por mim. Meu nome apareceu só porque eu era ministro da Defesa interino. Não era do meu conhecimento", resumiu o comandante, ao deixar o desfile de 7 de setembro, sem querer polemizar sobre o seu teor.

O ministro da Defesa, Jaques Wagner, que estava na China quando o decreto foi editado, também demonstrou surpresa com a publicação durante sua ausência do País. "Posso assegurar que não há nenhum interesse da presidente Dilma tirar poderes naturais e originais dos comandantes", afirmou ao Estado. "Ainda não estudei o decreto, mas ele visa normatizar as prerrogativas de cada instância com a criação do Ministério da Defesa e não tirar o que é da instância dos comandantes", justificou. Wagner lembrou que o decreto só entra em vigor em 14 dias e que, portanto, "qualquer erro ainda pode ser corrigido". O texto fala ainda que a competência prevista nos incisos do decreto podem ser subdelegadas pelo ministro da Defesa aos comandantes.

Os militares se mostraram bastante "incomodados" com o ocorrido.

O decreto gerou "uma histeria geral", pela maneira como foi feita a publicação, sem que a cúpula militar fosse sequer avisada. "Há uma preocupação de que este decreto, que estava dormindo há anos, foi resgatado por algum radical do mal ou oportunista, com intuito de criar problema", observou um oficial-general consultado pelo Estado, ao lembrar que a publicação do texto agora, foi "absolutamente desnecessária".

Outro militar observou que "faltou habilidade política de quem tirou o decreto da cartola, em um momento em que o governo já enfrenta tantas dificuldades, criando uma nova aresta, pela forma como foi feita". Este mesmo militar comentou que, mesmo o ministro da Defesa podendo delegar aos comandantes os poderes previstos no decreto, a medida é uma retirada de atribuição dos chefes das três forças e que, no mínimo, a boa regra de relacionamento, ensina que você avise a quem será atingido. O decreto anterior dizia que os ministros do Exército, da Marinha e da Aeronáutica eram os responsáveis pela edição de atos relativos ao pessoal militar. A delegação continuou com os comandantes, mesmo depois da criação do Ministério da Defesa, há 16 anos.

Fonte:
http://www.istoe.com.br/reportagens/435544_DILMA+TIRA+PODERES+DE+COMANDANTES+MILITARES+DE+GERA+HISTERIA+GERAL

terça-feira, 1 de setembro de 2015

A doutrinação ideologica no ensino

O artigo  abaixo foi escrito pelo saudoso Prof. Nelson Lehmann da Silva, pioneiro na luta contra a doutrinação ideológica nas escolas, grande incentivador do EscolasemPartido.org.
*  *  *
Educação x Doutrinação

A Constituição Cidadã de 1988 dá direito de voto ao jovem de 16 anos. O que sabe ele de política?
Como “Cara Pintada” sai ele pelas ruas em demonstrações típicas de oposição. Repete slogans colhidos na mídia, insultando alguma autoridade, quase sempre manipulado por militantes partidários profissionais. A escola e seus professores “fizeram sua cabeça”, incutindo-lhes certas doutrinas carregadas de imprecisas emoções. A escola pública brasileira, mas também as caras escolas particulares da elite, sãousinas onde se formam mentes simplórias e confusasmas agudamente hostísao Capitalismo e aos Estados Unidos da América.

Sabidamente, todos os sistemas totalitários dedicam especial atenção à formação da juventude. E doutrinam , sob pretexto de ensinar. Impõem uma “verdade”coerente com o poder vigente ou a ser implantado.
No Brasil, hoje, as noções transmitidas de política e cidadania estão flagrantemente contaminadas de conceitos marxistas, particularmente no ensino de nível médio. O que se ensina nas aulas de História, Sociologia, Geografia, e mesmo em Literatura ou Filosofia, não passa de doutrinação.
Na maioria dos Estados, a rede pública de ensino está sob controle de docentes sindicalistas, militantes partidários.Os textos escolares, quase sem exceção, empregam o vocabulário marxista, mesmo o mais ortodoxo, como “consciência de classe”, “luta de classes”, “modos de produção”, “exploração internacional”, “imperialismo americano” e a rotineira demonização do Capitalismo.
O aluno que chega à Universidade vem viciado nos esquemas mentais apreendidos de seus mal-formados mestres de Ciências Humanas.
No nível superior vão deparar-se igualmente comprofessoresassumida ou sutilmente tendenciosos à esquerda.Ali já teriam critérios próprios que os poderiam imunizar, na melhor das hipóteses. O mal porém já está feito, desde a adolescência, desde a formação de suas opiniões.
Hoje, o “politicamente correto” proíbe a menor menção vexatória a religiões, culturas, raças, opções sexuais. Mas não se observa o menor escrúpulo emridicularizar lideranças políticas e autores que não rezemsegundo a cartilha esquerdizante. Os métodos de constrangimento vão do sorriso condescendente à perda de pontos por respostaideologicamente discordante da do respectivo professor. No discurso se propaga a intenção de “formar o cidadão crítico”; na verdade a crítica já é dada pronta, pré-fabricada.
Concursos e admissão de professores dependem de critérios inquestionavelmente políticos. Exemplos mais flagrantes disso foram observados no Estado do Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, onde a máquina burocrática tem sido dominada há décadas por partidos de esquerda. Os textos escolares comprovam o implícito ou explícito marxismo. Diferentes
dos tradicionais manuais de História, de autores conhecidamente eruditos, os atuais textos didáticos são produzidos em autoria coletiva, portando mínima ou nenhuma titulação. A indústriado livro escolar, seja dito de passagem, de consumo obrigatório e em grande escala, será um dos melhores negócios nas atuais circunstâncias.

Parcialidades e Distorções
A ideologiamarxista é hoje tão difusa, tão generalizada e consensual em nosso meioeducacional, que passa despercebida como sendo apenas uma determinada interpretação da realidade. Tornou-se “A” ciência. Os próprios vocábulos empregados já vêm impregnados de sentido ideológico, começando com a palavra CAPITALISMO, com sua conotação imediatamente negativa. Algumas das teses mais correntes e tidas como inquestionáveis poderão ser assim exemplificadas :
- IGREJA: a imagem projetada da Igreja é predominantemente a de uma instituição implicada com o poder, retrógrada e manipuladora de consciências.
- COLONIZAÇÃO: a colonização européia da América, África e Ásiaé retratada exclusivamente em termos negativos, como imposição cultural e exploração econômica.
- ESTADOS UNIDOS: o extraordinário fenômeno do surgimento desta potência hegemônica fica sem maiores explicações, a não ser em termos predominantemente condenatórios.
- CUBA: uma revolução enfocada com simpatia e louvor sem qualquer ressalva.
- COMUNISMO: o fracasso da experiência comunista e o desmoronamento do Império Soviético vêm obrigatoriamente descrito, mas sem uma análise crítica de suas causas.
- CAPITALISMO: sinônimo de perversão e obstáculo a uma civilização harmônica e pacífica.
As teses acima podem ser facilmente encontradas na grande maioria dos textos escolares hoje adotados, tanto na rede pública quanto na rede privada. Assim também nosVestibulares – provas de admissão ao nível universitário – que apresentam questões em que tais ensinamentos são pressupostos.
Não se trata, de nossa parte, de negar aspectos negativos daquelas instituições e episódios. Mas sim apontar a parcialidade e tendenciosidade dos enfoques. Não se levantam os prós e contras de situações históricas, praticando-se meramente denúncias a bodes expiatórios já de antemão escolhidos. Não se apresentam problemas como problemas, o que seria a finalidade da verdadeira educação.
A coloração marxista de nosso ensino hoje está infiltrada em todas as disciplinas. Em recente prova de matemática, de escola religiosa particular em Brasilia, a tarefa envolvia o cálculo de crianças mortas de inanição, por hora, no mundo. Nas entrelinhas uma condenação ao sistema capitalista.Mas as matérias diretamente propícias a doutrinação têm sido tradicionalmente as chamadas Humanas: História e eventualmente Sociologia. Mas a chamada Nova Geografia e a recentemente introduzida Filosofia, revelam-se surpreendentemente apropriadas aos propagadores do socialismo.
Sob influencia do professor Milton Santos, o papa da nova geografia, esta ciência extravasou para o terreno de uma pretensa economia, onde se discute ainda em termos de “economias periféricas dependentes” eos lucros do capital às custas da destruição do meio-ambiente . O fenômeno da Globalização será tratado como óbvio ardil do capital multinacional.
Já uma iniciaçãoà Filosofia poderia ser saudada como valiosa para a formação do jovemestudante. A questão é definir qual Filosofia? Ou o que entendem por filosofia? E a ser monitorada por quem ? Trata-se de uma poderosa arma, para o bem ou para o mal, da mais alta responsabilidade. E assim sendo, melhornenhuma do que uma tendenciosa ideologia travestida de Filosofia.
Que a visão marxista seja ensinada, sim, mas como visão marxista, e não como “A” Filosofia. Os manuais disponíveis nesta área são nitidamente calcados no vocabulário e no método marxista, destacando-seos da conhecida militante marxista Marilena Chauí.
Uma leitura direta de Aristóteles, acessível mesmo a não iniciados, poderia ser a melhor solução, enquanto não se encontre um texto isento.
Diretrizes Governamentais
O Ministério da Educação – órgão federal que centraliza o sistema educacional brasileiro – tem voltado sua atenção para o problema do livro didático nestes últimos anos.
Diante da profusão de manuais escolares que a cada ano élançada no mercado, denotando uma indústria que não conhece crise, o MEC arrogou a si a tarefa de avaliar seus métodos e conteúdos. Nomeou para isso comissões de professores, sem que se saiba sob quais critérios. Tais comissões produzem – já em segunda edição – GUIAS DE LIVROS DIDÁTICOS, com o fim de orientar mestres e escolas nas diferentes disciplinas. Classificam assim os textos como recomendáveis, recomendáveis com ressalvas e não recomendáveis.
Critérios foram previamente estabelecidos para guiar tais avaliações. Além dos critérios gerais, cada comissão define os específicos para sua área. Todos enfatizam o objetivo de “formar cidadãos críticos e responsáveis”, e expressam condenação a preconceitos ou juízos de valor quanto a culturas, religiões, raças, costumes, etc.
Curiosamente, entre tais preconceitos, não se menciona o político-ideológico. É vedada toda discriminação cultural, raciale de gênero, mas nunca se explicita a discriminação partidária. No GUIA DO LIVRO DIDÁTICOpara a 6a. 7a. e 8a. série, de 2000 – 2001, à página 460, encontramos a absurdidade que abaixo reproduzimos:
 Nenhum livro poderá ser considerado bom ou ruim por sua declarada ou implícita opção, por exemplo, pelo idealismo, pelo marxismo, pelo tradicionalismo social, ou por qualquer outra perspectiva ou forma de encarar a vida ou a sociedade. O que caracteriza, de fato, um bom livro de História é sua coerência e adequaçãometodológica.”
Teríamos assim aprovados bons livros nazistas, maoístas, anarquistas, etc., desde que coerentes consigo mesmos. Critério talvez aceitável para um nível superior, nunca para adolescentes de nível médio. Na verdade, o que aqui se insinua, não passa de total permissão à ideologia marxista.
A publicação do MEC elogia, por exemplo, o manual “Brasil, uma História em Construção”, de José R. Macedo e Mariley Oliveira, com a seguinte observação:
É excelente, p. ex.,o texto que se encontra à página 9, onde se afirma que “não existe apenas uma verdade única na História...toda verdade no fundo é relativa,...Nem sempre o que é verdade para nós será o mesmo para pessoa diferente de nós.”
Temos aqui exemplificado um explicito relativismo, ou negação da ciência e da ética, num manual de história paraadolescentes 1.
Educar para a Cidadania
Educar para a cidadania é também função da escola. Todas as nações de alguma maneira o fazem. Nos Estados Unidos esta instrução se dáem nível predominantemente técnico; o funcionamento da máquina burocrática, governo, partidos, eleições, constituição, administrações regionais, etc. Adisciplina da História transmitirá sentimentos patrióticos, sem etnocentrismos ou xenofobias.
Na atual Alemanha estruturou-se um sistema digno de estudo, para eventual aproveitamento nosso. O Poder Legislativo, coordenando todos os Partidos, mantém e financia escritórios em todas as principais cidades, para informação e formação política de todos os cidadãos, particularmente dos estudantes. É a Central para Formação Política, (Bundeszentrale fuer Politischen Bildung). Esta instituição pluripartidária publica livros, filmes e CDs, mapas e estatísticas, e mais um boletim mensal. Além disso, oferece cursos e palestras a classes de alunos ou outra categoria, sempre gratuitamente. Questões de fundo são discutidas por diferentes autores. Uma admirável instituição democrática. No Brasil estamos longe disso.
A tônica do que se ensina hoje em nossas escolas consiste em explícitas ou veladas críticas e denúncias. É o fácil maniqueísmo, em que se procura um culpado para nossas deficiências. Quando se repete exaustivamente a fórmulavencedores/vencidos, exploradores/explorados, dominadores/dominados,se está reproduzindo o difuso mito do conflito entre os bons e os maus. Fórmula fácil e confortável, pois nos exime de responsabilidades. Acoplado a isso temos a implícita superstição de que uma instância superior, chamada Estado, ou Governo, suprirá nossas necessidades, nos protegerá e fará justiça. E será o culpado por tudo que não for conforme nossas ilusões. Cacoetes culturais.
O que uma honesta formação para a cidadania deveria propor, deveria ser muito mais positivo. Valorizar a responsabilidade individual, estimular o espírito empreendedor, a inventividade, a inovação, o assumir riscos, ter objetivos autônomos, providenciar o próprio futuro. Saber confiar em si mesmo para assim construir uma sociedade de confiança.
O jovem brasileiro recebe uma carga cultural que menospreza a livre iniciativa. Persiste o ideal de ser um funcionário do grande pai Estado, providencial e magnânimo. Aqui reside o obstáculo que nos impede de finalmente decolar e nos tornarmos uma nação digna de suas potencialidades.
Ao atacar a problemática pontual do ensino de nível médio sei que a dificuldade é mais abrangente,implicada em todo um ambiente cultural. Há uma histórica influência da Igreja Católica, hostil ao individualismo empreendedor. Já os professores são formados em Universidades onde a opinião reinante sempre privilegiou o socialismo. Em grande parte desconhecem teorias alternativas, que de antemão são descartadas. Mas tal ignorância não justifica a intencional militância partidário-política, que faz da escola um favorito campo de doutrinação, aproveitando-se do status de autoridade do mestre diante do jovem sem opinião formada.

O que deveria ser feito
Ao apontar os vícios de nossa educação para a política, nós, democratas liberais deveríamos também reconhecer nossa omissão. Até o momento não temos algo alternativo a oferecer, pelo menos no que concerne a textos escolares. Valeria a pena constituir uma comissão de expertos para elaborar um manual básico que esclarecesse conceitos e valores universais de política, de uma maneira pluralista, sem incorrer também em dogmas doutrinários.
Nesse sentido, utilizando abordagens e conceitos chaves elaborados pelamoderna Teoria Política, e sempre partindo de situações experimentais concretas, teríamos tentativamente o seguinte modelo:
Conceitos chaves: Grupos, Organizações, Jogos e Ideais.Conceitos destes derivados: Interesses, Lideranças e Normas, Cooperação e Conflito, Mercado e Democracia. Exemplos ilustrativos seriam tirados da família, do futebol, da banda, do clube, da paróquia, até chegar à ONU, passando pela comunidade local e nacional. Estaria assim superado o sistemático enfoque maniqueísta e puramente denunciatório ora vigente.
Uma síntese das noções a serem propostas seria assim formulável:“Para melhor satisfação de suas necessidades e obtenção de uma existência melhor, os homens se reúnem emgrupos com comuns interesses, estruturando-se em maior ou menor grau de organização. Tais grupos se relacionam de maneira cooperativa, ou conflitiva, objetivando atingir seus fins e modo mais ou menos racional. Objetivos ou ideaisconstantes na história humana têm sido alcançar maior bem-estar, em condições de maior liberdade para todos, estabelecendo-se assim uma ordem harmônica, que permita aprosperidade, ou felicidade coletiva. A essa atividade humana da se o nome de Política.” 2


As pessoas devem ser livres e ter seu livre-arbitrio para tomar suas decisões, cabe ao professor apenas aquele que mostra os fatos e seus consequências, sem deixar o aluno se influenciar por sua propria opinião sobre os mesmos, a isto chamamos de transmissão de conhecimento.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Bolivia ameaça declarar guerra caso Dilma caia!

"Não vamos permitir golpes de Estado no Brasil e nem na América Latina. Vamos defender as democracias", afirmou Morales em uma escola militar em Cochabamba (mesmo com um impeachment constitucional e legal).

Morales fez a advertência coincidindo com o 44º aniversário do golpe militar de 1971, que exaltou o então coronel Hugo Banzer, apoiado, segundo os historiadores, por militares do Brasil e da Argentina, com o apoio do Pentágono.
"Pessoalmente, nossa conduta será de defender Dilma (Rousseff), presidente do Brasil e o Partido dos Trabalhadores", declarou Morales, dias após de opositores realizarem várias manifestações no Brasil exigindo a renúncia da presidente.

Morales fez votos para que "o tema do golpe de Estado no Brasil seja somente uma questão midiática,mas avisou que pode ir ao Brasil com um exército armado, apoiado pelo Foro de São Paulo caso 'o golpe' se concretize..
 
"É nossa obrigação defender os processos democráticos, a democracia e especialmente os processos de libertação sem interferência externa(Tirando a Bolivia não caro Evo?), disse.".

La Paz e Brasília mantêm certas afinidades políticas, afetadas por um episódio em 2013, quando o senador boliviano opositor Roger Pinto fugiu para território brasileiro em um veículo diplomático e foi protegido por funcionários da embaixada do Brasil em La Paz, onde estava asilado desde maio de 2012.

Após sua incomum entrada no Brasil, Pinto pediu refúgio. A fuga de Pinto gerou uma crise diplomática entre o Brasil e a Bolívia, que levou à saída do chanceler brasileiro Antônio Patriota. O embaixador brasileiro em La Paz não foi reposto desde então.


O outro lado da moeda


Atualmente o Brasil tem condições de dizimar quase completamente o exercito boliviano ainda antes que saísse de dentro dos quarteis. Somente com o emprego de nossa artilharia terra-terra, o Brasil pode varrer mais que 50% do território de Evo Morales. Por conta disso tudo, é tecnicamente impossível que militares bolivianos empreendam qualquer ação que ameace minimamente nossa soberania. 

Se existisse um ranking oficial de poderio militar na America latina, a Bolívia ficaria próximo do último lugar enquanto o Brasil ocupa o primeiro. O exército boliviano sempre esteve mais orientado para ações policiais do que para defesa nacional.
Há apenas dois anos Evo Morales teve que se aquietar quando o Chile o advertiu que parasse de insistir na tão pretendida saída para o pacífico. Na época o presidente chileno deixou claro que se fosse necessário iria defender seu território “com toda a força do mundo“. Evo recuou.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Venezuela e Guiana a beira da guerra...


Pouco acima da fronteira brasileira, bem no topo do mapa, uma tensão vai ganhando vulto e provoca reflexões no extremo norte da América do Sul.
Em meio a uma crise profunda e próxima das eleições legislativas nas quais a oposição tende a desbancar o chavismo, subiu o tom com a Guiana.


O tema, controverso, remonta ao final do século 19, quando a fronteira entre os dois países foi delimitada. O governo venezuelano tem mostrado interesse nunca antes visto pela região conhecida como Essequibo, que representa cerca de três quartos da Guiana.
A investida venezuelana coincide com um momento de forte crise interna e instabilidade. O desabastecimento é superior a 30% dos produtos essenciais. A inflação está roçando nos 100% anuais, e a criminalidade está disseminada.


O tema se torna mais relevante, em termos geopolíticos, em razão da recente descoberta, pela Exxon Mobil, de uma importante reserva de petróleo na área. Haveria a projeção, por parte da Exxon, de explorar 159.500 quilômetros quadrados em terra e mar. E aí entra a questão: a soberania da região é reivindicada por Guiana e Venezuela.
A pedido do presidente da Guiana, David Granger, o Brasil se mostrou disposto a mediar a negociação entre a ex-colônia britânica e a Venezuela de Nicolás Maduro. O governo venezuelano, porém, não gostou de saber que a presidente Dilma Rousseff recebeu Granger em reunião bilateral no Planalto.

Para professora, tática de Caracas é clássica

O desconforto está sendo tratado com cautela. No Itamaraty, o assunto tem sido motivo de inquietação. Está centralizado, no entanto, no Palácio do Planalto – na mesa do assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. A leitura é de que Dilma, pouco vocacionada para esse tipo de atuação, teve o cuidado de pôr limites à volúpia de Maduro, preocupada com os danos que poderia causar na fronteira brasileira. O venezuelano, por sua vez, buscaria um assunto que desvie a atenção em relação à crise interna e que crie, utilizando-se de um tema externo, motivo para aumentar a própria popularidade interna – isso já foi feito e deu certo outras vezes.

É uma estratégia clássica. A instabilidade é grande na Venezuela. Muitas vezes já ocorreu de países nessa situação agirem assim para desviar a atenção. A Argentina fez em relação às Malvinas e a própria Grécia pôs na Alemanha os motivos da sua crise – diz Cristina Pecequilo, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e autora do recentemente lançado O Brasil e a América do Sul (Editora Alta Books, 292 páginas), em coautoria com Corival Alves do Carmo.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A falacia comunista em sua origem....



O Marxismo teve erros crassos de observação e analise quando de sua elaboração durante a inglaterra vitoriana e estes erros fazem a base do marxismo moderno, e sei que não deveria mexer com "religiões" alheias mas creio sempre ter tido uma alma um tanto "heretica" com respeito a este tipo de religião.

Segundo Engels em seu livro "A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra", antes da revolução industrial "os trabalhadores sobreviviam suportavelmente e levavam uma vida honesta e tranquila, piedosa e honrada; sua situação material era bem superior do que a de seus sucessores: não precisavam se matar de trabalhar, não faziam mais do que desejavam e, no entanto, ganhavam para cobrir suas necessidades e dispunham de tempo para um trabalho sadio em seu jardim ou no campo, trabalho que para eles era uma forma de descanso".
A culpa disso ter desaparecido, ainda segundo Engels, co-autor do "manifesto comunista", esse paraíso desapareceu com as máquinas, pois artesãos e camponeses tiveram de se mudar para as cidades imundas e morar em "estábulos destinados a seres humanos".

Depois do livro de Engels, tornou-se comum associar que as fábricas e grandes empresas com a diminuição da qualidade de vida, ou acreditar que as máquinas tiram empregos, que os empresários gananciosos fazem os operários ganharem apenas para sobreviver e que a pobreza de muitos vem da riqueza de poucos.

Na época era fácil fazer tal associação, pois a jornada dos operários ingleses passava de 12 horas por dia. De acordo com o censo de 1851, 36% das crianças entre 10 e 14 anos trabalhavam, algumas delas em canais de ventilação em minas de carvão ou limpando chaminés. Mendigos, meninos de rua, bêbados, prostitutas e desempregados vagavam por ruas escurecidas por fumaça. Em 1841, a expectativa de vida em Manchester era de 25 anos; em Londres, de 36; na zona rural, de 45.

Engels e Marx viram tudo certo, mas entenderam tudo errado. Diante de tantos pobres recém-chegados e fábricas recém-construídas, era fácil explicar um como consequência do outro, porém não é isso. Antes da revolução industrial, aquelas crianças e trabalhadores não existiriam, pelo menos a maioria deles, pois morreriam no ventre de suas mães, ou nos primeiros anos de vida. As fábricas salvaram os pobres ingleses de morrerem de fome, os empresários do mal, ávidos por lucro, tornaram desnecessário o trabalho infantil e as máquinas criaram milhões de empregos. O capitalismo industrial, ao desprezar hierarquias baseadas no sobrenome (que era como as coisas funcionavam antes) e tornar possível a abundância de produtos a preços baixos, foi a melhor coisa que aconteceu aos pobres em toda a história do mundo.

Para viver antes da revolução industrial, você precisaria se habituar a um fenômeno frequente: a morte de crianças. Enterrar um filho acontecia em 40% das famílias. As crianças só ganhavam um nome depois de viverem alguns meses, de tanto que elas morriam. Um inglês nascido em 1861 tinha expectativa de vida de 36 anos, menor que a dos piores países africanos hoje. Depois da revolução industrial, os ingleses pararam de morrer assim tão frequentemente. O cercamento das propriedades rurais e o uso de novas técnicas de agricultura levaram a uma maior disponibilidade de alimentos. Com mais nutrientes na gravidez, o número de bebês natimortos caiu mais que a metade ao longo daquele século, a mortalidade até um ano de vida caiu 40% e os adultos deixaram a morte um pouco para mais tarde.

Porém, mais gente viva significava mais gente comendo, e a comida era algo que desaparecia de vez em quando. Até então, quando a população crescia, a fome tinha o mesmo destino, causando mortes, doenças e abortos que levavam as pessoas de volta ao que estavam antes. Essa é a "armadilha malthusiana" que professores de história explicam como "uma visão burguesa que culpa os pobres pelos males do mundo". O que ele dizia é que, com mais gente viva, porém com a mesma produção de alimentos, a fome reinaria.

Para escapar da "armadilha malthusiana", aquelas multidões tinham que ou migrar pra américa do norte como servos por contrato, ou alistar-se como soldados no exército (muitos ou morriam ou voltavam mutilados das guerras, acabando como mendigos). Isso aconteceu até que perceberam que tinham que fazer o trabalho render mais. Precisavam de alguém que lhes pagassem um salário o ano todo, e não só nas épocas de colheita, como era antes da revolução industrial. Foi assim que esses ingleses migraram pras cidades, pra trabalhar nas fábricas.

Ludwig Von Mises diz em um de seus livros: "Os proprietários das fábricas não tinham o poder para obrigar ninguém a aceitar um emprego nas suas empresas. Podiam apenas contratar pessoas que quisessem trabalhar pelos salários que lhes eram oferecidos. Mesmo que esses salários fossem baixos, ainda assim eram muito mais do que aqueles indigentes poderiam ganhar em qualquer outro lugar. Aquelas mulheres não tinham como alimentar seus filhos. Aquelas crianças estavam carentes e famintas. Seu único refúgio era a fábrica; que as salvou, no estrito senso do termo, de morrer de fome."

Mises acrescenta: "É deplorável que tal situação existisse. Mas, se quisermos culpar os responsáveis, não devemos acusar os proprietários das fábricas que - certamente movidos pelo egoísmo e não pelo altruísmo - fizeram todo o possível para erradicá-la. O que causava esses males era a ordem econômica do período pré-capitalista, a ordem daquilo que, pelo que se infere da leitura das obras de muitos historiadores, eram os "bons e velhos tempos".

Não morrer de fome era uma excelente notícia, mas, de novo, houve um efeito inesperado. Durante a revolução industrial, a população aumentou de uma forma mentirosa. Pessoas que antes morriam de fome quando crianças, agora se tornaram moças e rapazes. As notícias de que a Inglaterra tinha outros modos de ganhar dinheiro se espalhou, atraindo milhares de imigrantes.

Imagine que você chama seus amigos - só os mais chegados - para um churrasco na sua casa. Você tem fama de pilotar bem a churrasqueira, então a turma aparece em peso - e ainda leva amiga, casinho, namorado. São 20 bocas doidas por picanha quando sua irmã telefona dizendo que vai levar o marido e aqueles três filhos esfomeados. O vizinho também sente o cheiro de carne, e como é bom manter uma relação saudável com a vizinhança, você chama ele também. Com mais de 30 querendo comer, não é difícil dizer que todos vão embora com fome. A tal "armadilha malthusiana". Mas ao contrário do que todos pensavam, aconteceu que todos saíram satisfeitos do churrasco, no caso da Inglaterra. A população aumentou e os salários também.

Como esse milagre aconteceu? Por três motivos: O primeiro foi o aumento de produtividade. As máquinas fizeram o mesmo trabalhador produzir mais em menos tempo. É como se você ganhasse uma churrasqueira que assa mais rápido usando menos carvão. Além disso, o crescimento da economia, mais rápido que o da população, aos poucos puxou pra cima os salários e pra baixo as horas de trabalho. "Os empregadores passaram a competir pelos melhores empregados, oferecendo salários maiores e horas de trabalho menores", explica o economista Thomas DiLorenzo.

O terceiro motivo é que a produção em série fez as mercadorias custarem menos. Isso porque, pela primeira vez naquela história, os grandes negócios eram destinados a produzir coisas baratas, atingindo o maior mercado possível. Afinal, para a produção em massa poder existir, era necessário haver consumo em massa. Mercadorias que antes eram produzidas apenas pelas corporações de ofício, com preços tabelados, proteção do governo contra concorrentes e destinadas a aristocratas e senhores de terras, entraram num processo sem fim de popularização.

Havia nas cidades outro poder de atração. Aqueles milhares de camponeses pobres tinham, pela primeira vez, a oportunidade de tentar morrer melhor do que nasceram. Não precisavam mais aceitar a vida de párias nas grandes fazendas, onde a hierarquia tradicional, o sobrenome e o parentesco costumavam fixar a posição de cada um.

Mesmo os historiadores marxistas admitem que as fábricas deixaram os produtos mais acessíveis. Mas argumentam, como faz o historiador Eric Hobsbawm em um de seus tantos equívocos, que a miséria foi exportada para os países perdedores daquele processo, os subdesenvolvidos do terceiro mundo. Acontece que em todos os lugares onde as empresas passaram, o processo foi parecido: Salários no início miseráveis, aumentando pouco a pouco; máquinas produzindo em massa por um preço cada vez menor; pobres com maior poder de compra e cada vez mais bem-vestidos e alimentados. As pessoas passaram a "sofrer" dos males da classe média: excesso de alimentos, carros, objetos em casa.

A revolução industrial fez tão bem aos pobres que a elite ficou indignada com ela. Até o século 18, era possível saber facilmente se alguém era nobre de acordo com as roupas, o peso e a altura. Com a popularização dos móveis, relógios, couro, tapetes, etc, tornou-se difícil distinguir aristocratas de burgueses, e burgueses de pobres. Muitos nobres se revoltaram contra isso e criaram leis que limitavam o consumo. Essa confusão de classes contribuiu para o mito de que a vida antes do capitalismo era melhor. A nobreza criou o mito de que antes de tudo isso, desse "consumo desenfreado e a ânsia por lucro", a vida era melhor, quando as classes estavam "contentes"com suas posições sociais e não aspiravam melhorar de vida.

Pena que essa melhoria de vida ainda não estava evidente em 1840, quando Engels e Marx começaram a escrever contra a burguesia. Em pouco tempo a população deixaria de aumentar tão rápido e os salários aumentariam de forma considerável.

A questão é: Se Engels e Marx tivessem esperado mais 10 anos, talvez o comunismo marxista não existiria.

Saiba quais são as "organizacoes sociais" que apoiam o PT, e o pq do apoio...



A situação se repete constantemente, de um lado, a população de paciência esgotada contra este governo e lacaios que criaram uma celeuma politica, econômica e por não dizer social...
Mais escandalos do que a monarquia britanica, mais roubalheira do que campeonato de futebol(ambos usando e abusando do PADRÃO FIFA), desvio de dinheiro atraveś do BNDES para obras de infraestrutura no exterior, enquanto a infra dentro do proprio pais esta precaria, é a imposição do politicamente correto, ideologia de generos, lei de tutores, madioca, mulheres sapiens, ladrão de nove dedos.............
E de outro lado, PT e lacaios, compostos de partidos ideologicamente correlatos ou como no caso do PMDB financeiramente interessados no governo, SINDICATOS e os famigerados MOVIMENTOS SOCIAIS, que a imprensa copiosamente omite quais são e o por que defendem o governo petista...
Mas para exclarecer a população vou dar nome aos bois e o valor por arroba de lambuja....

ESTES SÃO OS MOVIMENTOS SOCIAIS QUE APOIAM O GOVERNO... E OS VALORES PAGOS POR SUA OBEDIENCIA...

1) Instituto Paulo Freire – R$ 599.011,18

O Instituto que leva o nome do educador Paulo Freire, conhecido como “patrono da educação brasileira“, recebeu um patrocínio de R$ 80 mil em 2008 e mais R$ 519.011,18 da Petrobras entre 2011 e 2013 (números de contrato 4600332576 e 4600391985).

O dinheiro foi usado para patrocinar alguns eventos do Instituto, entre eles o Fórum Mundial de Educação, que se afirma um movimento “de educação popular e de enfrentamento ao neoliberalismo, seja em esferas públicas, governamentais ou não, coletivas ou de pesquisa”. A Carta do Fórum da edição de 2008, assinada pelos organizadores, afirma:

Do Fórum, nasceu o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica (FMEPT), em 2009, que vem organizando atividades regularmente desde então no mesmo modelo do antigo. Entre os palestrantes que já passaram pelo evento, que conta com patrocínio do Governo Federal e do Governo do Estado da Bahia (que desde 2007 é governado pelo PT), estão o ex-presidente Lula, o teólogo Leonardo Boff e o ex-Ministro da Educação e atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Este ano, o evento ainda tentou trazer ao Brasil a militante cubana Mariela Castro, filha de Raúl Castro, mas sua participação foi cancelada.

2) Sindicato dos Químicos do ABC – R$ 100.000,00

Em 2008, o Sindicato dos Químicos do ABC recebeu um patrocínio de R$ 100 mil de estatais para o lançamento do livro “Memória dos 70 anos: Sindicato dos Químicos do ABC”, em comemoração aos 70 anos de atuação do Sindicato.

Quem patrocinou? Os dados divergem. O sindicato consta na lista de patrocínios do BNDES, com o valor de R$ 100 mil, mas no sistema do Ministério da Cultura, existe um patrocínio no mesmo valor em nome da Petrobras. Por outro lado, o Sindicato não consta na lista de projetos patrocinados da estatal. Além do patrocínio público, o livro recebeu mais R$ 161.300,00 da Petroquímica União S.A., atualmente controlada pela Braskem, empresa do conglomerado Odebrecht, e mais R$ 32.281,66 da Companhia Brasileira de Cartuchos, que atua sob o sistema de economia mista (contrato 074992).

Todos os patrocínios foram captados pela Lei Rouanet e o livro teve a ínfima tiragem de 3 mil exemplares – dos quais, 90% foram doados para bibliotecas, universidades e órgãos públicos.

Na ocasião do lançamento, marcaram presença o então presidente Lula, o Ministro da Previdência Social, José Pimentel, o prefeito de Santo André, João Avamileno (PT), e Arthur Henrique, presidente da CUT.

3) Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Marcha das Margaridas) – R$ 845.000,00

35 mil mulheres chegaram em Brasília em marcha na última quarta-feira: eram as Margaridas, em sua maioria camponesas e sindicalistas, que pediam mais investimentos no campo, reforma agrária e a cabeça de Eduardo Cunha. Sim, literalmente.

Sob elogios à Dilma, Lula e muito dinheiro público, as Margaridas se alojaram no Estádio Mané Garrincha e interditaram 4 faixas rumo ao Congresso. A manifestação teve apoio do MST e da CUT, movimentos que também constam na folha de patrocínios das estatais.

Segundo apontam os documentos públicos, o BNDES patrocinou a marcha deste ano com R$ 400.000,00. Em 2011, a Petrobras cedeu também R$ 200.000,00 para a Marcha (contrato 4600356109).

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que organiza o evento, recebeu também outros repasses, mas para o “Festival Nacional da Juventude Rural”: R$ 45.000,00, em 2010, pela Petrobras (contrato 4600319005), e mais R$ 200.000,00 este ano através do BNDES.

4) Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – R$ 1.674.000,00


O MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra –, presidido por João Pedro Stédile, é um movimento rural que você certamente já ouviu falar inúmeras vezes. O que você provavelmente ainda não sabe é que a organização não possui representação legal. Apesar da longa atuação (o movimento existe desde a década de 1980), o MST não possui CNPJ, o que torna árdua a tarefa de identificar os repasses para eventos e atuações do grupo, que são feitas em nome de outras entidades, como sindicatos rurais e associações de assentamentos.

Além de dificultar a identificação do dinheiro usado nas ações do grupo, a falta de um CNPJ impede também que as ocupações – e eventuais danos provocados por militantes – sejam punidos. Em 2009, o presidente do STF, Gilmar Mendes, entendeu na prática o modus operandi do grupo, ao tentar, sem sucesso, criminalizar as invasões do MST.

Mesmo assim, é possível reconhecer diversos repasses do governo que serviram para financiar eventos diretamente organizados pela instituição, como é o caso dos Congressos Nacionais do MST.

Só no ano passado, o BNDES e a Petrobras (contrato 4600428133) destinaram R$ 1.199.000,00 para a Associação Brasil Popular (Abrapo) apresentar a Mostra Nacional de Cultura e Produção Camponesa, que o ocorreu durante o 6º Congresso Nacional do MST. O evento ainda contou com um repasse de R$ 448 mil do Incra para montar sua estrutura e mais um patrocínio da Caixa Econômica Federal no valor de R$ 200 mil.

Antes de receber recursos em nome da Abrapo, que inclusive disponibiliza uma conta bancária em seu nome para doações ao MST, o movimento contava com outro braço jurídico: a Associação Nacional de Cooperação Agrícola, ou Anca.

Durante muitos anos, a Anca captou por meio da Lei Rouanet R$ 2.555.754,72, dos quais R$ 475.000,00 foram patrocinados pela Petrobras, e em 2004 fechou um contrato com o FNDE no valor de R$ 3,8 milhões com o objetivo de levar para os assentamentos o programa Brasil Alfabetizado.

Os repasses, no entanto, chamaram a atenção do Tribunal de Contas, que investigou e descobriu que o dinheiro foi usado para a compra de 22 mil marmitex, camisetas e aluguel de equipamento de som. A entidade teve seus recursos bloqueados e foi obrigada a devolver R$ 8,3 milhões aos cofres públicos em 2010.

5) Cunhã Coletivo Feminista – R$ 1.403.629,14

Em 2013, a Petrobras (contrato 4600426602) realizou um patrocínio ao Cunhã Coletivo Feminista no valor R$ 1,4 milhão.

O movimento possui forte atuação política. Já saiu em defesa da Petrobras e tem lideranças envolvidas em diversos protestos públicos, como a Marcha das Vadias e a Marcha das Margaridas.

Em seu site, a organização se diz apartidária, mas, junto com a Associação de Mulheres Brasileiras (AMB), onde integra o conselho administrativo, tem marcado presença em manifestações governistas. Em março, a organização postou em sua página no Facebook diversas fotos de um protesto governista ocorrido em João Pessoa. No álbum, há destaque para faixas com o logo da campanha de Dilma – numa delas é possível ler em um cartaz: “Votei na Dilma, respeitem minha escolha a democracia eo Brasil” (sic).

Os protestos foram marcados pela presença também da CUT, PCdoB, CTB e militantes carregando bandeiras do PT.

6) CUT – R$ 2.346.133,00

A Central Única dos Trabalhadores, a CUT, é campeã em receber repasses de estatais. Só do BNDES e da Petrobras foram R$ 2,3 milhões desde 2007. Destes, R$ 496 mil foram captados através da Lei Rouanet, pagos integralmente pela Petrobras. O restante ficou dividido entre R$ 150 mil do BNDES em 2010 para o “1º de Maio Latino Americano da CUT” – que contou com a presença do ex-presidente Lula – e outros R$ 1,7 milhões em patrocínios diversos da Petrobras desde 2011.

A CUT é histórica aliada do Partido dos Trabalhadores. Em fevereiro deste ano, a organização saiu às ruas em defesa da Petrobras “contra os interesses privatistas”.

Apesar da organização ter se posicionado a favor do desarmamento no referendo de 2005, na última quinta-feira, seu presidente, Vagner Freitas (que é filiado ao PT), afirmou durante uma audiência com a presidente Dilma, sob os gritos de “não vai ter golpe”:

    “O que se vende hoje no Brasil é a intolerância, é o preconceito de classe, contra nós. Quero dizer em alto e bom tom que somos defensores da unidade nacional, na construção de um projeto nacional de desenvolvimento para todos e para todas, e que isso implica agora, neste momento, ir para as ruas entrincheirados, com armas nas mãos, se tentarem derrubar a presidente Dilma Roussef.”

A mesma CUT, que dias atrás se indignou com o estouro de uma bomba em frente ao Instituto Lula, ameaça pegar em armas. E tudo isso regado a dinheiro público.

7) União Nacional dos Estudantes (UNE) – R$ 910.000,02

Assim como a CUT, a UNE recebe poupudos patrocínios estatais – só pela Lei Rouanet (parte 1 e parte 2) já captou R$ 11.351.662,40, grande parte através do Fundo Nacional da Cultura ou de repasses do Tesouro. O BNDES (2007 e 2009) e a Petrobras (contratos 4600328715, 4600346795 e 4600323752 e projetos 067426 e 045612) são seus principais financiadores – juntos, desde 2007, já repassaram 910 mil para a entidade.

As relações entre a petroleira e o movimento, aliás, são bem próximas: além de receber o apoio, a UNE esteve junto com a CUT nos protestos “em defesa da Petrobras”.

Em 2011, após o jornal O Globo anunciar que a entidade receberia um total de R$ 3 milhões em patrocínios públicos para a realização de um Congresso – na ocasião, a Petrobras contribuiu diretamente com R$ 260 mil –, os repasses públicos à UNE viraram manchete.

As críticas, no entanto, foram rebatidas pelo ex-presidente Lula, que participou do evento e afirmou que não havia problema algum com seu financiamento. Apesar de ter contado com o apoio da UNE durante sua reeleição e a campanha presidencial de Dilma, Lula fez questão afirmar que o patrocínio era isento:

    “Você liga a televisão e vê propaganda de quem? Quem é a propaganda do futebol brasileiro? Quem é a propaganda das novelas? Para eles, é democrático.”

Fernando Haddad, então Ministro da Educação, reforçou o discurso do ex-presidente:

    “Algumas pessoas imaginam que é possível comprar a consciência do movimento estudantil com alguns trocados. Um dinheirinho para organizar um congresso bastaria para pacificar todas as contradições existentes na sociedade brasileira que provenham da educação. Estudante não se vende por dinheiro nenhum, muito menos por migalha.

Sim: aparentemente, R$ 3 milhões são “migalhas” para Haddad.

No início deste ano, aliás, o prefeito de São Paulo se desentendeu com manifestações do Movimento Passe Livre (MPL) na capital paulista. Os protestos, que contavam com a presença da UNE, pediam o fim das tarifas de ônibus e um transporte público gratuito e de qualidade.

Tentando diminuir a força do movimento, Haddad se reuniu com entidades que apoiavam o MPL, como a Juventude do PT e a UNE. Bastou uma única reunião para que a UNE, que desde 2013 andava de mãos dadas com o MPL, retirasse seu apoio ao movimento:

“Nos identificamos com a reivindicação de ter um novo sistema de transporte, mas resolvemos defender nossa própria pauta: a ampliação do Passe Livre”, afirmou na época a presidente da organização, Carina Vitral – que há poucas semanas, homenageou Nicolás Maduro numa rede social.

Quer saber como são financiados alguns dos principais movimentos sociais do país? Siga as “migalhas”. Elas levarão para o mesmo lugar: o seu bolso.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Alemanha queria humilhar Grécia, e a França disse Não!!!!


Às 6 horas, a Grécia estava fora do euro.

"Desculpem, mas vocês não saem da sala de maneira nenhuma". Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, deu a ordem quando os chefes de Estado e de Governo já se preparavam para sair da maratona negocial da Cimeira Europeia e anunciar aos seus cidadãos o pior.
O mau ambiente já vinha da reunião dos ministros das Finanças durante o dia de sábado, conta o Financial Times, que, citando um dos participantes, indica que o encontro foi "muito duro, violento até". A certo ponto, Michel Sapin, responsável pela pasta das Finanças francesas, propôs aos homólogos que deitassem tudo para fora: o finlandês acusou a Grécia de não ser capaz de executar reformas em quase meio século. Com um Euclid Tsakalotos "estranhamente subjugado" - como indica o jornal - Wolfgang Schäuble gritou para o presidente do BCE "não sou um idiota". O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, decidiu então que a reunião continuaria no domingo.
Depois da fraca expectativa num acordo deixada pelos ministros reunidos no Eurogrupo, a ideia de ‘Grexit' estava consumada, com Angela Merkel e Alexis Tsipras a recusarem um entendimento. 
A história é contada pelo Financial Times. Às 6h00 de Bruxelas, após 14 horas de conversações e negociação entre os líderes europeus, a chanceler alemã e o primeiro-ministro grego consideraram-se num beco sem saída. Diz o jornal britânico que os dois líderes já se encaminhavam para a porta, quando Donald Tusk deu a ordem.
Numa metáfora escolar, lembrando as palavras de Christine Lagarde sobre a necessidade de ter adultos nas negociações, o antigo primeiro-ministro polaco portou-se como o professor que manda sentar os alunos. Antes, Tsipras já tinha ouvido um "sermão" (assim designa o FT) do homólogo esloveno, motivando o protesto do italiano Matteo Renzi.
O ponto de ruptura foi o fundo de 50 mil milhões que Atenas teria de criar como garantia de pagamento. Tsipras considerou a exigência de Merkel uma humilhação nacional que resultaria, para mais, na cedência de controlo de activos de valor próximo a um terço do PIB grego. O líder helénico pretendia um fundo de menor valor e direccionado ao reinvestimento no seu país.
Mais de uma hora a discutir mais de uma dezena de potenciais estruturas para o fundo, e com a mão conciliadora de François Hollande - que chamou Merkel e Tsipras ao gabinete de Tusk para uma conversa a quatro - o acordo chegou.
"Havia na Alemanha uma forte pressão para o ‘Grexit'. Recusei essa solução", disse depois Hollande, que apoiou o líder grego na questão da soberania. "Nada teria sido pior do que humilhar a Grécia. A Grécia não procurou caridade, mas solidariedade da zona euro". Foi também o francês que insistiu na remoção, do documento final, da referência à saída temporária da moeda única, pretensão do lado alemão.