sexta-feira, 3 de outubro de 2014

RUSSIA E CHINA ASSUSTARAM OS EUA.

Rússia, China, EUA

Washington ficou assustada com a cooperação da Rússia e da China. Neste sentido, o Ministério da Defesa dos EUA analisa seriamente um ataque militar como potencial resposta à união Moscou-Pequim.

Semelhante reação de Washington tem uma explicação clara. Ambos os países realizam uma política interna e externa independente dos EUA. Por isso, Robert Work, vice-ministro americano da Defesa, permitiu-se dirigir à Rússia declarações no espírito da guerra fria:
“Moscou e Pequim devem saber que os Estados Unidos podem responder a uma ameaça aos seus aliados com métodos militares”.
Os falcões americanos orientam-se pelo seu preferido princípio justificativo: querem convencer-se de que as intenções da Rússia e da China não levem ao emprego de armas contra os aliados europeus da Casa Branca. Washington preocupou-se com os seus irmãos mais novos no Iraque, Síria, Líbia e, agora, na Ucrânia.
E em toda a parte a América reservou para si o direito à ingerência militar, sublinhando a sua “eleição”, do que recentemente falou Barack Obama. O desejo dos EUA alargar a sua presença na Ásia vem atrás da tentativa de levar o fenômeno da “revolução colorida” para Hong Kong.
Os americanos cooperam ativamente com os membros do movimento de protesto Occupy Central e ensinam-nos, por exemplo, a resistir aos agentes das forças de segurança. O cenário americano não sofre alterações.
A essência da política externa dos EUA consiste em levar a democracia aos países onde não há sistemas defesa antiaérea. Neste sentido, o desejo da China comprar à Rússia complexos de mísseis de defesa antiaérea S-400 tem um efeito em Washington semelhante à capa vermelha num touro.
A Rússia encontrou compreensão mútua com a China ao mais alto nível. As manobras militares e antiterroristas conjuntas regulares são uma prova do reforço dos laços. Os interesses comuns refletem-se também nas votações dentro da ONU. Os diplomatas chineses apoiaram por mais de uma vez as iniciativas dos colegas russos com vista ao cessar de fogo e à consecução da paz na Ucrânia.
Hoje, os EUA devem reconhecer apenas uma coisa: além do Ocidente, existem outros países que também querem viver segundo um modelo de desenvolvimento próprio e não serem peões na arena internacional.

Leia mais: 

CHINA ADVERTE EUROPA PARA NÃO JOGAR CONTRA A RUSSIA!

China, Rússia, política, União Europeia, cooperação

A China anunciou as visitas do primeiro-ministro Li Keqiang à Alemanha e à Itália, e ao mesmo tempo advertiu a Europa sobre a futilidade de novas tentativas de contrapor a China e a Rússia.

Pequim está disposto a usar qualquer oportunidade de negócio que se apresenta no mercado russo no contexto da deterioração das relações da Rússia com a União Europeia. Isto foi declarado pelo embaixador da China na Alemanha Shi Mingde uma semana antes do encontro de Li Keqiang com a chanceler alemã Angela Merkel.
A declaração do embaixador foi feita em 2 de outubro. No dia em que o Ministério das Relações Exteriores chinês anunciou que de 9 a 15 de outubro Li Keqiang vai fazer visitas à Alemanha, Rússia e Itália. Isso não é coincidência. É um evidente passo preventivo. É um apelo para parar de incentivar a Pequim a erguer uma “muralha da China” contra a Rússia.
“Nós queremos laços econômicos muito estreitos com a Rússia”, enfatizou o embaixador. “Queremos que as relações entre a Rússia e a União Europeia melhorem. Mas quando surgem oportunidades para aprofundar a cooperação com a Rússia, por que não aproveitá-las? Isso é óbvio. Nós não começamos esse conflito”, notou o embaixador irônica e abertamente. Tal maneira de falar, a propósito, não é inerente aos diplomatas chineses.
Assim, da Alemanha, a China sinalizou à Europa que vai ocupar os nichos dos europeus no mercado russo que se estão abrindo devido às sanções contra a Rússia. Isso não vai ser fácil, acredita o perito em Alemanha do Instituto da Europa, Vladislav Belov:
“Apesar de todas as dificuldades, por enquanto, as empresas alemãs continuam dispostas a fazer negócio. Elas são contra as sanções, criticam ativamente essa política, e os círculos empresariais confirmam a sua vontade de ser um parceiro de negócios da Rússia. E elas confirmam-no nada menos que a China. Isso está acontecendo ao nível de empresas e companhias específicas. Portanto, os parceiros chineses terão de fazer um esforço e, já em condições de competição aberta e justa, tentar ocupar os nichos nos quais operam empresas alemãs. Eu suspeito que isso vai ser bastante difícil”.
A Europa continua a ser parceira da Rússia, declarou o presidente russo, Vladimir Putin, no fórum internacional de investimento Rossiya Zovet (Rússia Chama) realizado em Moscou em 2 de outubro. Mas a China é a principal prioridade. Após o discurso do representante da China no fórum, o presidente notou que ela não se tornou uma prioridade por a Europa estar abandonando a cooperação com a Rússia:
“Tenho certeza de que quando o representante da China falou das capacidades de fundos de investimento, todos ficaram impressionados. Todos. Logo que se começa a ouvir sobre esses números – e eles são reais, não inventados. Isso faz pensar como responder à pergunta de como usar o crescimento da China nas economias de outros países. E a Rússia também está pensando nisso. Foi para isso que foram criadas a Organização para Cooperação de Xangai e a BRICS. É nossa escolha consciente que foi feita já há muitos anos”.
Nos próximos anos, a Rússia pretende desenvolver as relações comerciais com parceiros dos BRICS, confirmou Vladimir Putin. Isso não é uma resposta condicionada, e muito menos forçada, ao Ocidente por suas sanções antirrussas. É uma estratégia que a Rússia elaborou juntamente com China, Índia, Brasil e África do Sul no interesse do desenvolvimento comum.

Leia mais: 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

CHINA/HONG KONG: O NOVO ALVO DE GEORGE SOROS

Fato 1:

30/09/2014: Desde o início do ano, movimentos pró-democracia em Hong Kong têm feito demonstrações contra o governo chinês. Ponto central é a divergência entre os ativistas e Pequim sobre sistema de escolherá o líder da cidade nas próximas eleições.
A China tinha prometido à população de Hong Kong, cujo chefe do Executivo é escolhido por um colégio eleitoral composto por cerca de 1,2 mil pessoas, que seus cidadãos poderiam eleger o líder do território em 2017. Em agosto, porém, Pequim decidiu que os aspirantes ao cargo vão precisar do apoio de mais de 50% de um comitê de nomeação para concorrer à eleição e que apenas dois ou três candidatos serão selecionados.
Ou seja, a população de Hong Kong exercerá o seu direito de voto, mas somente após o que os democratas chamam de "triagem". A reforma proposta precisa ser submetida ao Conselho Legislativo de Hong Kong, o parlamento local, e aprovada por dois terços dos 70 deputados, dos quais 27 pró-democratas anunciaram compromisso com o veto.
Algo semelhante ao que por sinal ocorre nos EUA, aonde não existe voto direto para presidente, cada distrito colhe o candidato mais votado e seu representante, então, numa segunda votação, esta sim por colegio eleitoral vota em teoria no candidato escolhido por seu distrito (isto nem sempre acontece e em geral não reflete plenamente os valores relativo dos votos).
Ok, não concordo com nenhum dos dois casos, nem no proposto pela China com relação a Hong Kong, nem no caso americano...

Fato 2:

O "Occupy Central", que é o mais expressivo entre os movimentos civis pró-democracia, mobiliza milhares de ativistas para paralisar o bairro de negócios de Hong Kong se Pequim insistir em seu projeto. O grupo convocou um movimento de desobediência civil e, na última sexta-feira, durante um protesto em frente à sede do governo, a polícia reagiu com violência.
Os movimentos OCCUPY, que tiveram seu debut no "teste" OCCUPY WALL STREET (já perceberam que depois do teste pratico em Wall Street, o Occupy americano sumiu? Na verdade ele foi criado apenas para teste prático de extratégia), e este movimento foi financiado adivinha por quem?
Vamos a uma noticia:
Em 2012 a National Democratic Institute (NDI) for International Affairs, doou- US$ 460,000.00, para o "Ocuppy" Chinês, e a NDI que é mantida pelo governo dos EUA, que também atende pelo nome de Agência Central para Promoção de Revoluções Coloridas [ACPRC], que tem como Mandatário ninguem mais ninguem menos do que George Soros....

Site da própria NDI informando isto, ainda em 2012:
http://www.ned.org/publications/annual-reports/2012-annual-report/asia/china-hong-kong

Fato 3:

A Russia declarou na assembleia geral da ONU (09/2014) que os EUA queriam simplesmente mandar no mundo...(http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/russia-acusa-eua-e-aliados-de-mandarem-no-mundo), e vejamos algo curioso, após o OCCUPY WALLSTREET (utilizado como laboratorio repito, em nenhum outro occupy, houve apenas uma unica manifestação sem nenhum resultado e a coisa acabou por ai), uma serie de extrategias de desobediencia e desistabilizacao civil assolou o mundo, e leia como mundo, apenas paises não alinhados com os EUA (não ocorreu nenhum occupy em paises alinhados com os EUA... coincidencia?) e todos os movimentos tendo como base, nucleos financiados a anos pelos EUA atraves de gente como George Soros....vejamos por exemplo uma boa matéria da revista época em 13/10/2011:

Quem está por trás dos protestos contra Wall Street?



O movimento Occupy Wall Street já se espalhou por 25 cidades dos Estados Unidos, e começa a incomodar os setores mais conservadores da política americana. Agora, esses representantes estão procurando descobrir quem estaria por trás do movimento, e um nome já apareceu: o do investidor George Soros.
O objetivo do Occupy Wall Street é protestar contra o 1% mais rico, os investidores de Wall Street. Soros com certeza faz parte desse grupo, já que é considerado o 7º mais rico do mundo na lista da Forbes. Ainda assim, segunda a Reuters, existiria um elo financeiro e ideológico entre Soros e o movimento.

Soros e os manifestantes negam qualquer ligação. Mas a Reuters encontrou elos financeiros entre Soros e a Adbusters, o grupo anti-capitalista do Canadá. Foi o grupo que começou os protestos, com uma campanha de marketing que queria provocar uma revolta, similar à Primavera Árabe, contra Wall Street.

Conservadores americanos, como o radialista Rush Limbaugh, já consideram como certo que os protestos fazem parte da “agenda de Soros”. Segundo a Reuters, uma das fundações de Soros doou US$ 3 milhões ao Tides Center, um grupo que direciona doações para organizações liberais. Entre essas organizações, estaria a Adbuster, que recebeu US$ 26 mil entre 2007-2009.
É pouco provável que Soros esteja o “homem por trás dos protestos”, financiando diretamente o movimento, mas sua biografia mostra que um dos homens mais ricos do mundo tem uma posição em comum com os americanos que protestam contra o cassino financeiro. Assim como os manifestantes, que questionam o resgate aos bancos após a crise de 2008 e culpam a ganância dos investidores pela atual crise financeira, George Soros assumiu uma atitude “anti-Wall Street” após a crise financeira. Ele escreveu um artigo criticando a forma como o governo Obama lidou com a crise e pedindo uma ação mais forte contra os bancos e se comprometeu a usar sua fortuna para financiar projetos sociais e filantrópicos.

Crédito da foto: Manuel Balce Ceneta/AP
Bruno Calixto

CHINA PARA EUA SOBRE HONG KONG: NÃO SE METAM EM NOSSOS ASSUNTOS.



Por Lesley Wroughton e Arshad Mohammed

WASHINGTON (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, reagiu nesta quarta-feira a comentários feitos pelos Estados Unidos e outras nações sobre os protestos pró-democracia em Hong Kong, dizendo que os países não devem se intrometer em assuntos domésticos da China.
Wang, a autoridade chinesa mais sênior a falar publicamente sobre os protestos, disse que Pequim "apresentou a sua posição de maneira bastante formal e clara: os assuntos de Hong Kong são assuntos internos da China. Todos os países devem respeitar a soberania chinesa".
O ministro fez as declarações na sede do Departamento de Estado dos Estados Unidos, antes de uma reunião com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que repetiu os apelos do seu país para que as autoridades chinesas tenham moderação em relação aos grandes protestos que desafiam o governo comunista.
Wang disse que nenhum país, incluindo os EUA, iria tolerar "atos ilegais que violam a ordem pública" e acrescentou: "Acreditamos que o governo da região administrativa especial de Hong Kong tem a capacidade de lidar, da maneira apropriada, com a atual situação e de acordo com a lei."
Kerry afirmou: "Temos grandes esperanças de que as autoridades de Hong Kong exerçam moderação e respeitem o direito dos manifestantes de expressar a sua visão."
Os manifestantes, na sua maioria estudantes, pedem uma democracia plena e exigem a renúncia de Leung Chun-ying do cargo mais alto da ex-colônia britânica que passou para controle chinês em 1997.
Pequim definiu em 31 de agosto que irá vetar os candidatos interessados em concorrer ao cargo para comandar Hong Kong em 2017. Os manifestantes querem que Pequim reverta a sua decisão.
Na terça-feira, autoridades dos EUA disseram que a legitimidade do chefe do Executivo de Hong Kong seria reforçada se os residentes de Hong Kong tivessem uma verdadeira possibilidade de escolher candidatos.

"SOCIEDADE ABERTA" (OPEN SOCIETY)*

Kerry não tocou especificamente nesse ponto nesta quarta-feira nas suas declarações públicas, mas disse: "Acreditamos que uma sociedade aberta, com o maior grau possível de autonomia e governada pelo estado de direito, é essencial para a estabilidade e prosperidade de Hong Kong".
Antes, Wang se encontrou com o secretário de Defesa Chuck Hagel e também vai visitar a Casa Branca. O Departamento de Estado disse que ele e Kerry vão continuar a conversar em reunião futura.
O encontro em Washington foi organizado para preparar a visita do presidente dos EUA, Barack Obama, à China, em novembro, para uma cúpula Ásia-Pacífico, mas acabou ofuscado pelos acontecimentos em Hong Kong.
Os EUA têm calibrando cuidadosamente as suas declarações sobre as manifestações, indicando apoio aos protestos não-violentos ao mesmo tempo em que sinaliza pouco interesse em vê-los escalar e correr o risco de ver uma repressão mais dura das autoridades chinesas.

(*) Obs: Open Society ou sociedade aberta é exatamente o destino manifesto americano em execução pelo mundo, sem fronteiras tendo como sede Washington, inclusive formentando manifestações pelo mundo mundo todo atraves de organizações bancadas pela.... OPEN SOCIETY de George Soros, que cumpre hoje o papel ocupado nos anos 70 pela fundação Ford, porem com uma maestria impar...

E o tiro exatamente pode ser dado no pé, uma vez que os EUA estão conseguindo o que os próprios Russos e Chineses jamais pensaram... o extreitamento cada vez maior destes dois paises.... em vias de um "inimigo" comum...

terça-feira, 30 de setembro de 2014

E ai Lula, cade os lucros com a Copa do Mundo?


Algumas frases que devem ser lembradas:

"A Copa será uma grande oportunidade para acelerar o crescimento e fundamental para o desenvolvimento do nosso Brasil"
(Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010, dando o tom da grande expectativa sobre o papel que o torneio em junho/julho de 2014 poderia ter no país... alguem duvida que ele dira que não se lembr de nada?)

"O Brasil não vai gastar nenhum centavo de dinheiro público na construção ou reforma de estádios para as partidas da Copa do Mundo de 2014...Os estádios para a Copa do Mundo serão construídos com dinheiro privado"
(Orlando Silva, então ministro do esporte em 2007 e atual candidato a deputado federal por SP)

Nosso projeto é que esteja integralmente pronto em 2014 ou pelo menos o trecho entre Rio e São Paulo. (...) Pretendemos ter os trens em funcionamento em 2014, para a Copa até porque esta é uma região muito importante em termos de movimentacao na Copa.”
(Dilma Rousseff, até então ministrA da casa civil do governo lula, em 2009 e atual candidata a presidentA)

Constatações:

  • Senhora Dilma Rousseff, não tivemos trem bala para a copa, embora o mesmo já tenha gasto mais de 1 BILHÃO DE REAIS, sem ao menos sair do papel...
  • Senhor Orlando Silva, 85% dos gastos com a copa foram PUBLICOS, somando um total de 6,7 BILHÕES DE REAIS (Com agravantes como por exemplo a Fifa solicitar 8 estadios e nosso governo insistir em 12).
  • Senhor Luis Inácio Lula da Silva, sem contar o vexame dos 7 x 1, a sua querida copa do mundo, potencializou a perda de dinamismo que caracteriza a indústria desde o último trimestre do ano passado. Em junho, a produção industrial recuou 6,9% em comparação a igual mês de 2013, o pior resultado desde setembro de 2009.
    A redução de números de dias trabalhados e a concessão de férias coletivas pesaram no resultado, principalmente das montadoras.


O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,ministro-descarta-dinheiro-publico-para-estadios-da-copa-2014,90335

ONU: Russia acusa EUA de quererem "dominar" o mundo...


NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - A Rússia aproveitou sua aparição na Assembleia Geral da ONU neste sábado para acusar os Estados Unidos e seus aliados ocidentais de mandarem no mundo, reclamando que eles estão tentando ditar "o que é bom e o que é mal".
O discurso do ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, na assembleia formada por 193 países foi o mais recente exemplo da deterioração das relações entre Moscou e potências ocidentais, que impuseram sanções sobre a Rússia por causa do conflito na vizinha Ucrânia.
"A aliança Ocidental liderada pelos EUA, que pinta para si mesma uma imagem de campeã da democracia, da lei e dos direitos humanos dentro de países individuais ... (está) rejeitando o princípio democrático da soberania dos Estados presente na Carta da ONU e está tentando decidir para todo mundo o que é bom ou mal", disse Lavrov.
"Washington declarou abertamente seu direito unilateral de usar a força em qualquer parte do mundo para assegurar seus interesses", disse Lavrov. "A interferência militar se tornou uma norma, mesmo apesar do sombrio resultado das operações de força que os EUA promoveram nos últimos anos."
Lavrov citou o bombardeio promovido pela Otan na Iugoslávia em 1999, durante a guerra do Kosovo, a invasão do Iraque em 2003, a guerra no Afeganistão e a intervenção da Otan na Líbia em 2011 que levou à derrubada e morte do ditador líbio Muammar Gaddafi.
Moscou também criticou os EUA pelos ataques aéreos promovidos contra o Estado Islâmico, um grupo militante islâmico que é citado como tendo assumido controle de grandes partes da Síria e do Iraque e que tem sido responsabilizado por massacres contra civis.
A Rússia questionou na sexta-feira a legalidade dos ataques aéreos dos EUA e aliados árabes na Síria, que têm como alvo o Estado Islâmico. Moscou afirma que os ataques foram decididos sem a aprovação formal e cooperação do presidente sírio, Bashar al-Assad, aliado de Moscou.
Lavrov reiterou a visão de Moscou de que os EUA e a União Europeia "apoiaram o golpe de Estado na Ucrânia" e que eles são responsáveis, portanto, pelo atual conflito no país.
Uma guerra envolvendo separatistas pró-Rússia na Ucrânia matou mais de 3 mil pessoas. Kiev e governos ocidentais afirmam que a Rússia está armando, treinando e incentivando os militantes e mandando suas próprias tropas para a Ucrânia.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Rússia pratica lançamento de mísseis contra os EUA no Canadá


Dois bombardeiros russos praticaram um ataque de mísseis guiados contra os Estados Unidos durante uma missão de treinamento realizada perto do Canadá na semana passada, "coincidentemente" no mesmo perídodo em que foi organizada um reuião da Otan no País de Gales, informou o The Washington Free Beacon.
Os bombardeiros russos Tu-95 Bear foram monitorados voando pelo Atlântico Norte, perto da Islândia, Groenlândia e do nordeste do Canadá.
Análises do voo indicaram que a aeronave estava realizando exercícios que envolviam o lançamento de mísseis nucleares que teriam como alvo os Estados Unidos, de acordo com autoridades de defesa familiarizados com relatórios de inteligência.
A notícia dos exercícios com os bombardeios nucleares veio à tona pouco depois de um gerenal russo aconselhar Moscou a incluir ataques nucleares preventivos contra os Estados Unidos e a Otan.
O general Yuri Yakubov, um alto funcionário do Ministério da Defesa, foi citado pela agência de notícias estatal Interfax, dizendo que a doutrina militar da Rússia deve ser revista para identificar os Estados Unidos e a Otan como inimigos, e indicar claramente as condições de um ataque nuclear preventivo contra eles.
Os exercícios realizados na semana passada são os últimos de uma série de incidentes envolvendo voos de bombardeiros russos perto dos Estados Unidos. Analistas dizem que eles são resultado do aumento das tensões com a crise na Ucrânia.
Em resposta às ações da Rússia, a aliança concordou em criar uma Força Tarefa Conjunta na Europa Oriental, que pode mobilizar forças militares em questão de dias. "Se necessário, eles também irão facilitar o reforço de aliados localizados na periferia da Otan para a dissuasão e defesa coletiva", disse o comunicado da Otan.
Tropas do Exército dos EUA conduzirão um exercício militar internacional no oeste ucraniano ainda este mês. Os exercícios começarão dia 15 e incluem tropas de vários membros da Otan e de parceiros da organização, incluindo a Ucrânia, Azerbaijão, Bulgária, Canadá, Geórgia, Alemanha, Grã-Bretanha, Letónia, Lituânia, Moldávia, Noruega, Polónia, Romênia, Espanha e Estados Unidos.
O Tu-95 é um bombardeiro com capacidade nuclear equipado com seis mísseis de AS-15 e armas nucleares. Os mísseis têm um alcance de mais de 2.896 quilômetros.
Mark Schneider, analista sênior do Instituto Nacional de Políticas Públicas, disse que os líderes russos têm emitido ameaças nucleares públicas porque consideram o seu arsenal nuclear seu princial elemento de status de grande potência. "Eles são projetados para intimidar", contou Schneider.
Ele disse que, desde o início da crise na Ucrânia e a anexação da Criméia por Moscou, "tem havido um número substancial de todos os tipos de ameaças nucleares russas." Elas incluem exercícios nucleares, voos de bombardeiros, e declarações públicas, incluindo a sugestão de Putin de "não mexer com a gente porque Moscou continua sendo uma potência nuclear".
O Comando do Norte confirmou que os voos de bombardeiros russos aumentaram acentuadamente nos últimos seis meses. Em agosto, houve pelo menos 16 incursões de bombardeiros russos dentro das zonas de defesa aérea do noroeste dos Estados Unidos e do Canadá durante um período de 10 dias. Foi o maior número de incursões desde o fim da Guerra Fria.
E em 20 de junho, o Ministério da Defesa russo anunciou o lançamento de teste de seis mísseis AS-15 a partir de um bombardeiro Bear durante exercícios militares. No mesmo mês, dois bombardeiros voaram ao longo de 80 quilômetros da costa da Califórnia.