segunda-feira, 18 de maio de 2015

Estado Islâmico disposto a destruir pirâmides do Egito


Um pregador islâmico do Kuwait apelou a destruir a Grande Esfinge de Gizé e as pirâmides do Egito, afirmando que é tempo de os muçulmanos apagarem a herança dos faraós.

O apelo acontece numa altura em que os jihadistas do grupo Estado Islâmico intensificam os seus ataques contra locais históricos.
Embora os monumentos antigos não sejam religiosos — mas sim culturais e históricos — eles devem ser "destruídos" pelos muçulmanos, pondo um fim à adoração de imagens, segundo declarou o pregador Ibrahim Al Kandari, de acordo com a revista de língua inglesa do Kuwait Al-Watandaily.
A outra chamada para a destruição dos principais símbolos do Egito vem do líder do Estado Islâmico Abu Bakral-Baghdadi, que exigiu a demolição dos monumentos históricos como um  "dever religioso", informou no domingo (8 de março)a Al Alamnews. A Alamnews é uma agência noticiosa em árabe no Irã. Nas interpretações extremas do Islã, nenhum objeto material deve ser idolatrado ou adorado.
Estas notícias  suscitam preocupações crescentes sobre a segurança de muitos outros monumentos históricos e arquitetônicos da região, onde os jihadistas continuam a destruir cidades e artefatos antigos.
Na semana passada, o Estado Islâmico supostamente destruiu a antiga cidade assíria de Dur Sharrukin, no norte do Iraque, demoliu as ruínas da antiga cidade de Hatra e arrasou a cidade de Nimrud, perto de Mosul.

E como o ocidente reage a esta noticia?
Enquanto não colocarem em risco o fornecimento de petroleo... no problems!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Como um marxista deve se portar com relação aos escandalos do PT?

O PT queimou o filme das esquerda no pais, para que esta heresia nao continue foi elaborado um pequeno roteiro de como agir em caso de ataques contra o governo petista!!!

Quanto atacarem o governo por conta dos escandalos de corrupção, você militante de esquerda deve seguir os passos abaixo:

1- Negar Tudo!!!!
Foi tudo uma armação da direita golpista juntamente com a imprensa contra o governo popular do PT, nada do que falam aconteceu!
As provas foram forjadas... mesmo com constatações e provas em contrario...
Gravações foram feitam com dubladores... mesmo que os autores das conversas confirme sua autenticidade... eles tambem estão sendo manipulados...
Prisões de petistas foram arbitrarias... mesmo que com julgamento justo e provas incriminando...
Se insistirem, pule para o item 2.

2- Socializar os fatos, utilizando a vitimização do PT!!!
Todo mundo sempre roubou, e com certeza o PSDB deve ter roubado muito mais do que o PT, porem com o PSDB todo mundo faz "vistas grossas"!
Tente levar o rumo da conversa para o tom do "um erro justifica outro" ou mesmo "os fins justificam os meios" diga que o dinheiro era para o partido utilizar em causas sociais e com nossos ermanos de la sulamerica (vide Bolivia e Venezuela), e se ainda assim, o antagonista insistir que o BNDES estava errado em investir no exterior, e que um erro não justifica outro, e que por absolutamente tudo o PT levantava a placa "FORA FHC", pule para o item 3.

3- Arrumar um bode espiatorio!!!
Não foi o PT e nem o governo, tudo foi obra de algumas pessoas que se utilizando do partido fizeram esta lambança.
Lula criou um termo otimo para utilizarmos: Aloprado!!!
Algumas pessoas utilizaram-se do partido para roubar!!! se o antagonista questionar sobre o fato de dois tesoureiros do pt seguidamente irem para a cadeia e sobre 95% dos indiciados forem do PT e PP dentre outros argumentos, pule então para o item 4!!!

4- Utilizar a extratégia da URSS... o PT jamais foi socialista!
Ok afunda o PT, mas salva-se o socialismo!
Quando a URSS se desfragmentou, muitos socialista foram pegos de "calças curtas"... como continuar defendendo um regime "perfeito" se ele naufraga aonde é implantado e sobre ele recai acusações pesadas como autoritarismo, fatal de liberdade e estado de excessão?
Simples... se o regime falhou, significa que o que ele implantou não foi no final das contas, um marxismo real (neste momento faça mensão ao termo capitalismo de estado)...
Conteste que aquele pais houvesse implementado o socialismo real (se por acaso voce o defendia quando ainda era a URSS, desminta!!!! diga que nunca o defendeu!!!!), e se o antagonista lhe questionar sobre como a URSS não era marxista se Cuba a quem você tanto defende era, sendo aliada da mesma?
Neste caso pule para o item 5!!!!

Se mesmo assim continuarem a bater na tecla dos escandalos utilizar a quinta opção... apelar!!!

5- Palavras de ordem, ofendesas e descontrução do 'inimigo" (afinal só existem duas pessoas no mundo, socialistas e inimigos dos socialistas)...
Facista, reacionario, elite branca, burgues, direita (que pela visão socialista é uma ofensa), elite conservadora, são alguns "adjetivos" a se utilizar neste momento, seguido pelo chavão: "se você não concorda, significa que não estudou o suficiente sobre socialismo", deixe claro que para voce, teu antagonista esta entre um cara mal informado (burro manipulado) e um agente de direita (um facista reacionario), neste momento é importante você cortar todo a conversa possivel e matar o dialogo o quanto antes... a cada colocação, responda com uma palavra de ordem ou frase de desconstrução do opositor.

Afinal companheiros... a esquerda não erra nunca.... não é mesmo?

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O dinheiro brasileiro extraviado para a Bolivia via BNDES.







No final do mês de dezembro, o Ministério Público Federal pediu que o Tribunal de Contas da União amplie a investigação sobre a operação que levou a Petrobras a pagar milhões de dólares a mais à petrolífera boliviana YPFB, pela importação de gás da Bolívia para o Brasil. A iniciativa foi tomada depois que a revista Época publicou uma reportagem revelando os termos de um aditivo contratual, assinado em dezembro de 2009, que fabricou a dívida milionária em troca de um produto jamais utilizado pela estatal brasileira: a “parte rica” do mesmo gás. YPFB e Petrobras mudaram o contrato de fornecimento de gás para que a empresa brasileira passasse a pagar mais pelo mesmo produto, sem contrapartidas dos bolivianos. O polêmico aditivo vinha sendo discutido entre as empresas até a Petrobras, sob o comando de Graça Foster, pagar a maior das parcelas dessa cobrança, em agosto de 2014: US$ 434 milhões.
Na verdade, a história do pagamento da indenização da Petrobras à Bolívia possui outros emaranhados e uma série de estranhas coincidências. Em março de 2009, o governo brasileiro aprovou o pedido de garantia de um empréstimo de US$ 332 milhões do BNDES para a construção de uma estrada na Bolívia pela empreiteira OAS. O projeto, cujo financiamento era uma promessa do presidente Lula ao colega Evo Morales, passou a ser investigado por suspeitas de superfaturamento e de favorecimento à construtora brasileira. Na Bolívia, passaram a ser investigados indícios de que a estrada San Ignácio-Villa Tunari estaria superfaturada em até US$ 215 milhões e de que mudanças de última hora na licitação, realizada em 2008, favoreceram a OAS, a única empresa que participou do processo.
A obra acabou não se consolidando por conta de protestos de grupos indígenas locais, e o governo da Bolívia decidiu não permitir mais a construção da estrada e aceitou indenizar a construtora brasileira OAS pelo cancelamento de um contrato que já estava na casa dos US$ 415 milhões. Em 2011, o ex-presidente Lula chegou a ir à Bolívia tentar interceder junto ao presidente Evo Morales para tentar retomar as negociações em torno da estrada, cuja conclusão estava prevista para 2014.
Apesar das tentativas de Lula e do governo brasileiro, que também interveio nos bastidores para destravar as obras, em abril de 2012 a Bolívia cancelou o projeto da OAS, alegando não cumprimento de contrato. A disputa expôs a tensão frente à expansão das construtoras brasileiras na América Latina que, financiadas por crédito do BNDES, venceram licitações para construir estradas, pontes, linhas de metrô e gasodutos da América Central à Patagônia. A OAS pediu ressarcimento de US$ 197 milhões, valor que não foi aceito pelo presidente boliviano Evo Morales. Em 2013, após um ano e meio de controvérsias, a Bolívia aceitou pagar a indenização, por valor menor (especula-se que pagou cerca de US$ 140 milhões). Ainda não se sabe se a indenização foi paga pelos bolivianos.
Em meio à polêmica sobre o pagamento do cancelamento do contrato para a obra da estrada, a Petrobras acertou com o governo boliviano o pagamento de US$ 434 milhões por componentes que chegam junto com o gás fornecido pela Bolívia ao Brasil. Os recursos foram pagos a título de indenização e incluíram acerto de débitos atrasados. Segundo o Tribunal de Contas da União, o pagamento não estava previsto em contrato e os componentes bolivianos não são aproveitados pela Petrobras. A Petrobras teria pago o valor de uma só vez, incluindo os atrasados, embora não faça uso desses componentes. O TCU abriu processo para entender o que levou a Petrobras a tomar a decisão de pagar por esses componentes. “Queremos saber por que pagou, baseado em que, quem autorizou, para poder tomar uma providência”, afirmou o ministro José Jorge, no ano passado.
Resumo da ópera: a OAS pegou uma obra de estrada na Bolívia com financiamento de 80% do BNDES, e chegou a tocar quase a metade das obras. As obras foram canceladas pelo governo boliviano por problemas com comunidades indígenas que habitavam a região por onde passaria a estrada. O governo Evo Morales se negou a indenizar a OAS. O ex-presidente Lula vai a Bolívia no jato da OAS para falar com Evo Morales, o governo brasileiro também entra no circuito fazendo pressão. Evo Morales aceita, depois de algum tempo, ressarcir a OAS, mas por um valor menor. Algum tempo depois, a Petrobrás decide fazer um pagamento retroativo à Bolívia, de mais de US$ 400 milhões, fora do contrato inicial e com argumentos frágeis e contestados pelo TCU. Terá a Petrobras sido usada para ressarcir Evo Morales pelo fato do governo boliviano ter indenizado a OAS por uma estrada que recebeu dinheiro do BNDES e não foi concluída? 
E voce como fica meu caro, cria uma revolta interna e palavras de ordem passam por tua cabeça? E voce que tem tendencias esquerdistas e apoia este governo unica e exclusivamente por conveniencia ideologica... até que ponto você irá apenas por "coerencia ideologica" .... seguira os passos dos nazistas que apoiavam cegamente seu governo apesar de tudo?

DIGA NÃO A DILMA... DIGA NÃO AO PT.... DIGA NUNCA AO BOLIVARIANISMO!!!!

Governo do PT e Evo Morales: estranhas coincidências envolvem indenizações, estradas, BNDES, Petrobras…

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Bolivarianismo: crise e escassez fazem roubos de alimentos dispararem...


A crise na Venezuela e a escassez de produtos básicos são os responsáveis diretos pelo aumento de roubos e furtos, informa nesta quarta-feira o jornal El Universal. Um quilo de farinha de milho, quatro rolos de papel higiênico ou um quilo de leite em pó se tornaram mercadorias tão desejáveis quanto um relógio caro ou um smartphone. Porém, entre os ladrões que roubam os alimentos não estão apenas delinquentes, mas muitos cidadãos comuns.
"Na entrada do Metrô Chacaíto uma senhora me bateu para roubar dois quilos de leite em pó que eu tinha acabado de comprar", disse Andrea Vilchez, alertando que agora teme ser atacada novamente após fazer compras. O clima de violência que existe na Venezuela, juntamente com a escassez de produtos básicos trouxe para o cenário nacional o aumento de roubos e furtos não somente de alimentos como também de peças de automóveis, baterias, pneus e outros produtos em falta no mercado. De acordo com o jornal, as histórias de vítimas só aumentam, e devido à baixíssima quantidade de pessoas que prestam queixa relatando tais delitos, os pequenos roubos e furtos ficam fora das estatísticas oficiais.
Para evitar roubos, muitas pessoas estão escondendo suas compras em bolsas escuras ao sair de supermercados. "Eu já vi isso acontecer, algumas pessoas passam de moto e roubam as compras de outras, especialmente de mulheres mais velhas. Agora eu venho ao supermercado com uma bolsa escura para ninguém ver o que eu comprei", disse Isabel Rivas.
Devido à escassez na Venezuela, as compras na rede estatal de supermercados são possíveis em apenas dois dias por semana e com limite de produtos por consumidor. Os venezuelanos interessados são fichados e recebem senhas, que funcionam em sistema de rodízio. Na prática, os consumidores têm uma senha, mas isso não garante que conseguirão, de fato, comprar alguma coisa - além das filas enormes em supermercados, os produtos esgotam-se rapidamente. As compras em supermercados estatais - com preços subsidiados, que atendem a população mais carente - são limitadas a, por exemplo, dois litros de óleo, uma lata de leite em pó, um pote de manteiga, um quilo de café e quatro quilos de farinha por pessoa.

Enquanto isto:

O Partido dos Trabalhadores, em seu site, divulgou nota de apoio ao governo do ditador Maduro, que se diz vítima de tentativas de golpe. Assinada pelo presidente do partido, Rui Falcão, e pela Secretária de Relações Internacionais do PT, Mônica Valente, a nota culpa a oposição e a mídia pela situação da Venezuela.

terça-feira, 31 de março de 2015

Grupo de extrema esquerda mata promotor na turquia...



O promotor turco Mehmet Selim Kiraz, que havia sido sequestrado por extremistas de esquerda em um tribunal de Instambul, não resistiu a uma cirurgia e morreu. De acordo com o presidente Tayyip Erdogan, a vítima levou três tiros na cabeça e dois no corpo.
Os dois homens do grupo marxista clandestino Partido/Frente Revolucionária de Libertação do Povo (DHKP-C) que mantinham Mehmet Selim Kiraz refém também morreram.
O chefe de polícia, Selami Altinok, estabeleceu linhas de comunicação com os sequestradores, mas agentes tiveram de invadir o Palácio da Justiça de Caglayan, na zona europeia de Istambul, após ouvir disparos dentro do local.
Os extremistas, que chegaram a apontar uma arma para a cabeça da vítima durante o cerco da polícia, exigiam a confissão televisionada do policial que atirou em Elvan e um julgamento para os policiais envolvidos na morte, além da reintegração para aqueles que participaram protestos após a morte do adolescente.
"Não podemos menosprezar a seriedade desde incidente", disse o presidente turco, destacando que a segurança no tribunal deve ser reforçada. 
Kiraz investigava a morte do adolescente de 15 anos Berkin Elvan, que morreu em consequência de um ferimento na cabeça provocado durante protestos contra o governo em 2013.
O DHKP-C é classificado pelos Estados Unidos, União Europeia e Turquia como uma organização terrorista. O grupo protagonizou um atentado suicida à embaixada americana em 2013 e à região central de Istambul em 2001, matando dois policiais e um turista australiano. 

Quem é Berkin Elvan?

Berkin Elvan era um garoto de 15 anos que morreu devido aos ferimentos sofridos durante os protestos antigovernamentais na Turquia em 2013. O adolescente, que foi atingido com uma lata de gás lacrimogêneo quando saiu para comprar pão, passou cerca de nove meses em coma antes de falecer em março de 2014.
 Foto: Twitter

Berkin Elvan era um garoto de 15 anos que morreu devido aos ferimentos sofridos durante os protestos antigovernamentais na Turquia em 2013
Foto: Twitter

Depois de sua morte, houve grandes protestos na Praça Taksim de Istambul, além de vilas e cidades em toda a Turquia. No momento, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra o governo. A mãe acusou o presidente do país de matar o adolescente.

HOMENAGEM AOS DEFENSORES DE CESARE BATTISTI...

"Dilma pode ser afastada por crime comum", afirma Miguel Reale Júnior


O advogado Miguel Reale Júnior já ocupou todas as posições que um jurista pode almejar. Professor titular de Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, foi membro do Conselho Administrativo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ministro da Justiça em 2002, durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso. Quadro histórico do PSDB, próximo do ex-presidente tucano e do ex-governador de São Paulo Mário Covas (1930-2001), foi um dos principais responsáveis pelo processo de impeachment que levou à renúncia do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Filho de um dos mais influentes juristas brasileiros, Reale hoje está indignado com a situação do Brasil.

"O PSDB deve considerar a possibilidade de apoiar o Michel Temer. Ele está à frente de um partido forte e tem trânsito na oposição"
Foi aos protestos do dia 15 de março defender a renúncia de Dilma Rousseff (PT), mas é contra o impeachment, que, de acordo com ele, não possui bases jurídicas. Abaixo, o advogado fala sobre fatos marcantes da história do País nos quais esteve presente, o atual momento do Brasil e o que pode acontecer a partir dessa ebulição das ruas.


ISTOÉ - O sr. É a favor do impeachment?
Miguel Reale Júnior - O impeachment não é juridicamente viável porque os atos que poderiam justificá-lo ocorreram no mandato anterior. A pena do impeachment é a perda do cargo. Mas acabou o mandato e Dilma foi reeleita para outro. Não existe vaso comunicante. Para se pedir o impeachment, a presidente precisaria ser suspeita de algum malfeito de janeiro até agora. Eu fiz a petição de impeachment contra o ex-presidente Fernando Collor. Ali havia fatos praticados por ele, o recebimento de vantagens ilícitas claras. Impeachment não é golpe, porém precisa estar enquadrado tecnicamente. Eu tenho uma responsabilidade de consciência jurídica, não posso forçar a mão.


ISTOÉ - O impeachment é também um processo político. É possível que o Congresso atropele os argumentos jurídicos para validá-lo?
Miguel Reale Júnior - Aí a Dilma entra com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal e anula tudo. O Collor entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para conseguir alguns direitos de defesa que não estavam sendo considerados no processo. E não é só a atual configuração do Supremo que invalidaria, não. Qualquer STF consideraria ilegal. O Supremo da época do Collor também concedeu mandado de segurança para alguns pontos que ele solicitou. Se existe uma violação da lei ou da constituição, o sujeito vai ao STF e ganha.


ISTOÉ - Isso quer dizer que a presidente não poderá ser responsabilizada caso seja ligada às denúncias do Petrolão?
Miguel Reale Júnior - O que pode haver, eventualmente, é a apuração de crime comum. O procurador-geral da República disse que não há elementos, mas Dilma prevaricou se sabia do esquema quando era presidente do Conselho de Administração da Petrobras e manteve a diretoria após assumir a presidência da República. Caso seja enquadrada num crime comum, ela será processada perante o Supremo com autorização da Câmara dos Deputados. Se condenada, perderia o mandato como qualquer outro político. Resta examinar se existem elementos mostrando que ela foi omissa ou conivente ao manter a diretoria. A constituição diz que o presidente não pode ser responsabilizado por atos estranhos às suas funções, porém atos de prevaricação – como o que ocorreu na Petrobras – não seriam estranhos à função.


ISTOÉ - Caso Dilma fosse afastada, a situação melhoraria com o vice Michel Temer?
Miguel Reale Júnior - O Michel tem habilidade e experiência como presidente da Câmara dos Deputados. Está à frente de um partido forte e conta com capacidade de trânsito na oposição. Seria o caso, para que houvesse um grande pacto nacional como ocorreu com o Itamar Franco (vice de Collor). Naquela época, eu fui procurado por um brigadeiro que comandava a zona aérea de São Paulo e manifestou a preocupação das Forças Armadas quanto à governabilidade. Eles não estavam preocupados com o impeachment do Collor, mas com o futuro. O brigadeiro queria saber se havia a possibilidade de o PSDB apoiar o Itamar. Ele me procurou porque eu estava à frente do impeachment e porque eu era próximo dos então senadores Fernando Henrique e Mário Covas. Ambos me garantiram que dariam apoio ao Itamar e eu transmiti isso ao militar. A mesma preocupação que as Forças Armadas tiveram naquele momento é a preocupação que todos nós deveríamos ter agora.


ISTOÉ - Hoje o PSDB daria apoio ao Temer?
Miguel Reale Júnior - O PSDB deve considerar a possibilidade de apoiá-lo. É um caminho que pode não interessar à oposição que queira assumir livremente o poder daqui a quatro anos. Independentemente disso, nós temos que pensar como chegaremos lá se não houver um pacto, pois já estamos em frangalhos. Também tem outro problema extremamente grave. Apesar de as passeatas do dia 15 de março terem sido tranquilas, os ânimos estão acirrados. Amigos se separam por conta de divergências políticas, familiares viram a cara uns para os outros. Esse pacto também vai por um pouco de tranquilidade na sociedade.


ISTOÉ - O sr. Foi aos protestos do dia 15 de março?
Miguel Reale Júnior - Fui, sim. Estava em Canela, no interior do Rio Grande do Sul, e participei do ato na cidade. Havia mais de duas mil pessoas. Eu sou favorável à renúncia de Dilma Rousseff pela dificuldade que ela tem de governar. A governabilidade será difícil porque no momento em que ela fala tem panelaço, quando seus ministros falam há panelaço. Por causa disso, a presidente já tem pouco espaço para manobra – e a operação Lava Jato vai trazer mais fatos, ainda vai se estender para outros setores da administração.


ISTOÉ - As manifestações juntaram pessoas favoráveis ao impeachment, à intervenção militar e aqueles que apenas reclamavam da corrupção. Como unir esses interesses?
Miguel Reale Júnior - Os que defendem os quartéis são minoritários e foram rechaçados nas ruas. É um grupo muito pequeno e inexpressivo. Já o impeachment é um processo jurídico e técnico. Se não houver enquadramento, não tem impeachment. Movimentações sem um norte se diluem. Por exemplo, nos protestos da Praça Tahrir, no Egito, a população destronou o ex-ditador Hosni Mubarak, mas não soube construir uma via. Primeiro, o fundamentalismo ganhou. Depois vieram os militares. As redes sociais são capazes de arregimentar contra, mas a rua não apresenta um denominador comum porque é composta de visões díspares. Temos que criar um caminho. Entidades como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Ordem dos Advogados do Brasil e a Associação Brasileira de Imprensa devem sair dos seus nichos e participar porque esse processo representa muito do que a sociedade deseja. E os cabeças dos movimentos das ruas têm que trabalhar junto com lideranças políticas para formatar uma proposta.


ISTOÉ - É possível que políticos participem dos protestos? De Paulinho da Força (SD-SP) a Jair Bolsonaro (PP-RJ), quando eles falaram nos carros de som foram vaiados.
Miguel Reale Júnior - Isso é perigoso porque significa uma descrença generalizada da classe política. Alguém precisa exercer o poder, organizar esses anseios. Não estou falando de uma pessoa, um salvador da pátria. Mas de um grupo político que se una à sociedade para constituir a base de um pacto. Se isso não ocorrer, gera-se um processo anárquico.
 

ISTOÉ - A forma de governo no Brasil afasta os políticos do povo?
Miguel Reale Júnior - Se estivéssemos no parlamentarismo não haveria toda essa comoção que estamos vendo porque o governo teria sido destituído. O parlamentarismo impede que crises se avolumem e prejudiquem a vida do país. É verdade que a população também não acredita no Congresso, mas ela precisa saber que no regime parlamentarista a Câmara pode ser dissolvida.


ISTOÉ - E quanto à reforma política, o sistema eleitoral deve mudar?
Miguel Reale Júnior - O sistema proporcional com lista aberta que temos hoje é horroroso. Com ele vêm gastos de campanha elevadíssimos e ocultos. De qualquer forma, o voto distrital é melhor. Eleição em dois turnos para deputados também pode ser um caminho, melhora bastante. De qualquer modo, Constituinte exclusiva para analisar o tema (como defendeu o governo após os protestos de junho de 2013) é loucura, seria um poder paralelo ao Congresso. Também não precisa fazer plebiscito ou referendo. É pacto, o Congresso já tem poderes para realizar. No entanto, o Tancredo Neves dizia que era mais fácil fazer um boi voar do que conseguir consenso em relação ao sistema eleitoral. É muito difícil.


ISTOÉ - A principal reclamação das ruas está relacionada à corrupção. O pacote de Dilma vai resolver o problema?
Miguel Reale Júnior - A medida repete propostas antigas. E eles se esquecem que o crime de caixa dois já existe, artigo 350 do código eleitoral, com pena mínima de dois anos. Há diversos projetos tramitando na Câmara sobre enriquecimento ilícito. Eles não avançaram porque não foram votados pela própria base parlamentar. Vamos deixar de enganar a população brasileira.


ISTOÉ - O sr. Foi ministro da Justiça no mandato FHC. Como avalia o desempenho de José Eduardo Cardozo no cargo?
Miguel Reale Júnior - José Eduardo Cardozo tem assumido muito mais um papel de advogado do que de ministro da Justiça, com a distância que deve ter um ministro da Justiça de fatos que estão sendo manifestados. Ele sai em defesa do seu partido, em defesa da presidente. O discurso dele é um discurso repetitivo, cheio de chavões. É o rei do lugar comum.

A censura da Igreja Universal...

Um cartunista recebeu uma notificação extrajudicial da Igreja Universal do Reino de Deus para que uma charge feita por ele fosse retirada do ar. De acordo com a notificação entregue pela igreja, Vitor Teixeira, estaria induzindo ou incitando a discriminação religiosa ao ilustrar o que seria um “Gladiador do Altar” desferindo um golpe de espada contra uma mulher seguidora de uma religião de origem africana.


Charge do cartunista Vitor Teixeira com "gladiador" vestindo a camisa da Universal
Foto: Vitor Teixeira / Reprodução
O grupo dos gladiadores ficou famoso após um vídeo que mostra os fiéis marchando, como se fossem um exército, ser compartilhado nas redes sociais. De acordo com a igreja, os Gladiadores do Altar fazem parte de um projeto “de orientação e formação de jovens vocacionados para a propagação da fé cristã, que funciona desde janeiro de 2015”.
Na notificação, a Universal explicou seu posicionamento em relação às religiões africanas. De acordo com o documento, “A Igreja Universal apenas não concorda com a liturgia das religiões de matriz africana, mas de forma alguma incita o preconceito contra as mesmas”, disse.
Em entrevista ao Terra , Vitor Teixeira disse que não concorda com o posicionamento da Igreja ao pedir a retirada de sua página no Facebook do ar, mas que fez um acordo com o departamento Jurídico da IURD para que apenas a imagem fosse deletada.
“Eu acabei tirando a imagem do ar, mas não por constrangimento, já que eu posto uma imagem esperando que eu possa caracterizar uma situação como meu ofício peça que eu faça. Porém, depois de receber a notificação, eles pediram para que eu deletasse a minha página no Facebook.  Negociamos, por e-mail, para que somente a imagem fosse retirada do ar”, disse o artista, que usa a página como ferramenta de divulgação de seu trabalho
Apesar de ter feito o acordo para deletar a imagem, Vitor resolveu tornar o caso público, pois acredita que seu direito de liberdade foi ferido pela pressão dos advogados da igreja. “Querendo ou não, pelo poder econômico que eles têm, é desproporcional (a disputa). Eles são um império de comunicação, com influência política”, falou o chargista.



 Foto: Vitor Teixeira / Reprodução
Após a polêmica, Vitor publicou outra arte simbolizando as "algemas da Universal"
Foto: Vitor Teixeira / Reprodução

Desenho polêmico

O cartunista fez questão de deixar claro que não tem absolutamente nada contra a população evangélica ou contra os seguidores da Igreja Universal. Segundo ele, a charge nasceu após a divulgação do vídeo com fiéis que apresentam comportamento paramilitar em frente ao altar, o que causou grande repercussão no Brasil inteiro.
Se baseando no histórico de críticas contundentes da Igreja Universal contra as religiões afro e se apossando das cenas marcantes dos Gladiadores do Altar, Vitor diz que fez uma interpretação lúdica do assunto e criou, assim, o desenho.
“Eu não quero me indispor com a população evangélica, não tenho nada contra eles. O meu desenho é uma critica à iniciativa (dos Gladiadores do Altar), especificamente, não é nem uma a crítica à Universal como monopólio”, completou.

Processo judicial

Após uma nova troca de e-mails com o departamento jurídico da Igreja, Vitor acredita que o processo jurídico possa ser inevitável, mesmo após o cumprimento do acordo. “Eu já recebi um e-mail deles, aparentemente eles vão tocar o processo judicial. O que eu vou fazer, vou à casa de cada um deletar a imagem?”, questionou.
Segundo Vitor, essa é a primeira vez que uma grande corporação o pressiona. “Já estou com assessoria jurídica e vamos aguardar o que acontece. Como prometido, vou cumprir o acordo”, falou.

O curioso nisto tudo

Quem esta movendo o processo (IURD), é exatamente a mesma denominação religiosa, que através do Bispo Von Helder, exibiu chutes a uma Nossa Senhora de Aparecida, no dia da padroeira, para o Brasil todo, ao vivo pela TV....
Tabem é a mesma igreja que mostra ao vivo, todo dia nas madrugadas do canal, que seguidores do espiritismo são adoradores do demônio....
Demonstração clara de intolerância religiosa.... e no final o erro não esta com a IURD, mas sim com um cartunista que reflete esta posição em seu trabalho.... perseguição religiosa?